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sábado, 11 de abril de 2015

MUSEOLOGIA E PATRIMÔNIO: um campo de saber em expansão – resenha

RESENHA

MUSEOLOGIA E PATRIMÔNIO: um campo de saber em expansão

 

Rogerio Carlos Petrini de Almeida[1]

 

Margarete Zacarias Tostes de Almeida : Pedagoga pela Faculdade de Filosofia de Itaperuna (1985), Doutoranda em Museologia e Patrimônio(2012) pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro(UNIRIO), Mestrado em Letras(2010) e Psicologia(2004) pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora- CESJF (2004). Professora Universitária desde 2001; Coordenadora Pedagógica da Universidade Iguaçu Campus V Itaperuna, e do Grupo de Apoio Psicopedagógico (GAPP) da referida Instituição.[2]

 Maria Amélia de Souza Reis Presidente da Fundação Jorge Duprat Figueredo, Fundacentro/MTE - DAS 6. Professora associada 1 e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio-PPG-PMUS/MAST-UNIRIO - Educação, Museologia e Patrimônio - Educação Intercultural (sem remuneração). Possui graduação em História Natural pela UEG, Universidade do Estado da Guanabara - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1969), mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (1992) e doutorado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (2002). Pós-Doutorado e estágio por intercâmbio internacional UNIRIO-UC/PT em Ciências da Educação, com financiamento da FCT/MCTes-PT(2006-2010).[3]

 

Palavras chaves: Museologia. Patrimônio. Real

 

 Neste texto as autoras fazem uma abordagem analítica de questões sobre Museu, musealidade, musealização, patrimônio, patrimonialidade, conceito de real, direcionados a ideias de memória, identidade, ética e representação, com base nos teóricos Deloche, Desvallées, Hernandes, Schneiner e outros e suas contribuições na construção e desenvolvimento do fenômeno Museu.

Enunciam que a consolidação e desenvolvimento do campo museologia reporta a complexidade deste campo de saber, iniciam comentando as contribuições originadas nos anos de 1940, que nos anos de 1960 os autores Riviere, Jinard, Jahn Gluzinski, Nestpny trouxeram contribuições significativas para as bases teóricas da museologia. As importantes contribuições introduzidas pela Carta de Santiago de 1972, a criação do ICOFOM, em 1976, a publicação da revista Museological Working Papers, nos anos 1980, com ampliação dos debates sobre esta área e que são marcos significantes na abordagem da Museologia.

As autoras trazem vários conceitos que norteiam a Museologia; Cerávolo diz que “museus são importantes” para o desenvolvimento social como fontes potenciais de informação e conhecimentos; Hernandes que atribui o conceito de patrimônio como manifestação de caráter tangível que iam se apresentando como evidências de testemunhos materiais surgidos ao longo do tempo, conceito que evolui sob a ótica de outros autores; Schneiner expõe que a “museologia ganha corpo e forma como campo disciplinar, no interstício, na intersecção dos outros campos disciplinares”. As autoras comentam que “na esteira holística, as abordagens multi e transdiciplinares assumem um cunho de vital importância para a consolidação da Museologia como campo de saber.”

As autoras percebem um novo paradigma acerca de museu, patrimônio e memória, que remete ao repensar das identidades socioculturais e instiga um repensar de pressupostos ideológicos que promulgam a construção de uma cidadania ativa.

Sobre a musealidade as autoras citam Scheiner, colocando o seguinte: “a musealidade - o valor - é produto do sistema de valores específicos a cada cultura, portanto um conceito que pode mudar para cada grupo social, mas reflete que é relevante o reconhecimento do museu com a relação com o homem como gerador de cultura”. Este autor também se refere ao “museu como fenômeno” e a “museologia como campo disciplinar que intensificam o estudo do museu, nas suas interfaces com o Real”. A idéia do real é abordada por Spinoza e citado pelas autoras, e fala “o real é tudo que há independente do conhecimento humano, portanto transcende a esfera do saber e da consciência do homem [...]” “[...] o espaço do real se manifesta pela evidência”.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        

Nas considerações finais as autoras colocam que o estudo possibilitou o reconhecimento da complexidade que permeia o campo deste saber e que as abordagens inter, multi e transdiciplinares contribuíram com as reflexões e que são relevantes as produções dos autores citados no texto, na construção deste campo de conhecimento.

Corroboramos com as ideias das autoras especialmente colocando esta ciência no campo transdiciplinar, na complexidade que abrange a área, nas condições de museu como fenômeno, das diferentes aplicações para a realidade e na necessidade de emergir um recorte do real que possibilite a melhor compreensão do simbólico de cada cultura.

 

 

 

REFERÊNCIA

 

ALMEIDA, Margarete Zacarias Tostes de; REIS, Maria Amélia de Souza.

MUSEOLOGIA E PATRIMÔNIO: um campo de saber em expansão.

Documentos de trabalho do 21º Encontro Regional do ICOFOM LAM 2012.

Petrópolis, Nov/ 2012. p.89-96



[1] Aluno do Curso de Museologia – FABICO / UFRGS. Trabalho realizado como pré-requisito para avaliação parcial da disciplina Teoria Museológica (BIB03239), ministrada pela Professora Ana Carolina Gelmini de Faria. Porto Alegre, mar. de 2015. E-mail: rogériopetrini@gmail.com. Consta no blog pessoal.

[2] Fonte: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4759120P3

[3] http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4708349U1

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